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Quero e preciso

 

 

Preciso acordar a hora que tiver vontade.

Preciso ficar o dia todo com o pijama mais velho do mundo.

Preciso sentir o cheiro da comida da minha mãe.

Preciso sentir o gosto do café dela tarde afora.

Preciso me esborrachar no sofá e ficar lá até não agüentar mais.

Preciso sentir o vento bater no meu rosto.

Preciso sentir o cheiro de um mar. Sentir terra em meus pés. Cheiro de chuva.

Preciso ficar sentada na varanda dos fundos enquanto a noite cresce.

Preciso ter tempo de olhar as estrelas.

Preciso de uma noite toda pra dançar.

Preciso de um show pra me descabelar.

Preciso de outro pra me acalmar.

Preciso de Beatles, Nando Reis, Rodrigo Amarante e Maria Rita.

Preciso de alguém pra conversar horas e horas.

Preciso rir até a bochecha doer. E rir um pouco mais até a barriga cansar.

Preciso de um bombom de morango e três de maracujá.

Preciso de açaí, sorvete e brigadeiro.

Preciso sair por aí sem hora pra voltar.

Preciso de férias.

Preciso conhecer outros lugares. Outras pessoas

Preciso de luz dos olhos.  

 



Escrito por Olga às 23h44
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Desculpas

Disseram-me uma vez que, quando se quer alguma coisa de verdade, deve-se correr atrás dela com todas as forças. Não tenho tido muito tempo pra correr atrás das coisas que eu realmente quero. A vida tem me levado para o lado oposto.

Muitas vezes não consigo lutar contra a correnteza e acabo seguindo os caminhos que traçam por mim. Embora eu não queira inteiramente, tento me dedicar.

O que mais me machuca é saber que as pessoas não enxergam meus esforços, o meu melhor, aquilo que eu tento.

Continuo com mesmos defeitos, sempre nervosa demais, chorona demais.

Lutar contra os defeitos também é algo que tenho tentado (e não conseguido).

Não penso em prejudicar ninguém, só quero dar o meu melhor, e chegar ao “meu” objetivo.

É uma pena não sentir as pessoas, não ouvir o “obrigado” e simplesmente “a culpa é sua”. Infelizmente às vezes, as coisas não saem como planejamos.

Se eu sou nervosa, se eu reclamo demais, se meu orgulho não me deixa ser uma pessoa melhor, peço perdão.

Se eu não sou como deveria ser, se não consigo ser perfeita, realmente sinto muito.

Se eu continuo sem saber controlar o choro, se continuo a mostrar que tenho medos, me desculpe.

Se eu me descabelo, e muitas vezes sou negativa, não é por querer.

Eu não quero mais falar de coisas tristes, passar essa imagem de pessoa infeliz.

E não vou, porque eu não SOU.

Também já me disseram, que “As coisas sempre podem ser piores”, e tenho acreditado nisso.

 

 

 



Escrito por Olga às 18h30
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Meme

Demorei a passar por aqui, pra passar no cantinho de vocês então.. nem se fala.
Ando correndo demais, sem muito tempo de escrever.

Recebi um meme da Mariam (Cartas Rasgadas), e mesmo depois de 20 anos resolvi posta-lo aqui:

Regras:

Agarrar o livro mais próximo.

- Abrir na página 161.

- Procurar a quinta frase completa.

- Colocar a frase no blog.

- Repassar para outros cinco blogs.  

O meu livro é A CABANA de William P. Young

 

"Não sabia por que dessa vez não tinha funcionado, mas decidiu continuar tentando."

 

O engraçado é que achei muito válida essa frase. Devemos sempre continuar tentando.

 

Não vou indicar os blogs (nunca indico todos! rs) quero que se sintam a vontade de fazer ou não. A todos que sempre dão uma passadinha por aqui, agradeço de coração; Obrigada Mariam!

"Um beijos" pra todos.



Escrito por Olga às 21h13
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Tempos de crise

A semana acabou com o ar gostoso e tudo era bom. Ser feliz com a gente mesmo é a melhor coisa que existe.

Consequentemente a outra semana veio suave.

Não me importei em acordar cedo demais. Nem em pegar o ônibus lotado, e até almoçar em 20 minutos foi agradável.

Eu estava em paz comigo mesma e nada importava tanto assim.

Lá estava eu, achando o céu azul demais, o parque municipal a coisa mais linda do mundo, as flores cheias de cores, vendo passarinhos por todos os lados.

 

Mas é incrível como a vida tem essa mania chata de me embaraçar, de puxar meu tapete.

Quando recebi a noticia no fim daquela segunda-feira, parecia que eu tinha nove filhos e um marido pra sustentar. Que o aluguel estava atrasado, que a água e a luz já haviam sido cortadas. Me senti a própria Maysa cantando “Meu mundo caiu”.

Como justificativa, só recebi o clássico “temos que diminuir nossas despesas, mas é temporário”. Nesse exato momento me deu vontade de dar uma voadora na portadora da notícia, ainda bem que às vezes eu até que sei ser educada e só soltei um “Tudo bem, eu entendo”.

Entendo uma pinóia!

É a crise? E porque que essa danada tem que me atingir? Egoísmo demais eu sei, mas eu estava tão bem, estava me sentindo a profissional trabalhando daquele jeito.

Depois de colocar os pés no chão e descobrir que ainda não tenho os nove filhos e muito menos o marido pra sustentar, parei de me sentir a Maysa e dei uma de Glória Gaynor e soltei meio preso:I'll survive, I will survive, Hey, Hey!”

É só um estágio, né, minha gente?! E independente do fim dele, dali eu sei que saíram boas amizades, boas conversas e risos. Aprendizado, esse é o nome.

 

Ver o lado bom das coisas quase sempre funciona, não foi eu mesma que cismei de escrever que a nossa felicidade está em nossas mãos?!

Pois ainda está; No momento a única coisa que me falta, (além do emprego) é paciência.

 

 

 

E por favor, alguém faça com que esses coreanos parem. Para mais uma crise eu não estou preparada.

Mesmo do outro lado, é bom que nada vire fumaça.

Continuar viva é meu objetivo! Hahaha

Uma ótima semana pra vocês.

 



Escrito por Olga às 18h36
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Gotinhas de realidade

.

 

Nossa vida, sua vida, minha vida.

Cada um deve tomar conta da sua.

Sim, estou tentando.

Com o passar do tempo a gente descobre que se você quer realmente alguma coisa, com toda sua vontade, deve correr atrás dela. Não vai cair do céu. Nem nunca caiu.

Por isso, busque, se descabele, dê voltas, mas chegue lá.

Bem fácil de falar e difícil de fazer, sei disso. Todos nós sabemos, mas o que esquecemos é que não é impossível.

De nada adianta ficar jogando a culpa em Deus, no nos amigos, nos seus pais, na pessoa que você pensou que amava, nos vizinhos ou até na arvore ao lado.

Não existe uma formula pra ser seguida, onde o resultado é a felicidade, sucesso, dinheiro e sei lá mais o que. Se existisse não teria a mínima graça.

O que existe é força de vontade, esperança e fé.

Fé em Deus, fé em você.

Se você tem amigos, namorado(a) e família, que ótimo! Aproveite cada minuto, mas não se apóie totalmente a eles.

Não viva esperando o sinal do outro.

Ter essas pessoas e poder contar com elas é uma maneira de se alegrar, e com isso, consequentemente, chegar lá. Todos nós gostamos de ter alguém por perto. Mas o principal só depende de você.

Não é porque deu errado que a culpa é dou outro, dele ou dela. Não é porque não foi do jeito que você imaginava que ele não esteve do seu lado, que não deu tudo que podia.

Ter consciência dos nossos atos é fundamental, não querer se esconder deles também.

É bem difícil, e bem que já tentei fugir disso, mas estou aprendendo a me assumir.

Aprendendo a chegar lá.

As coisas sempre mudam, e os problemas sempre irão existir.

Por isso, vamos encarar a realidade, buscar as coisas que queremos e seguir em frente.

Sabe o por quê? Porque a nossa felicidade está em nossas mãos.

 

 

 

"Hoje eu tô jogando tudo fora
Tudo que não presta mais
Todo o lixo que juntei
Nos meus becos e quintais

Tô falando de loucura
Tô falando de viver
Aura clara, sorte escura
Descobrir o que se é, e ser" 
 

Skank

 



Escrito por Olga às 21h19
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Continuo andando

Minha carência de um ano passou.

Eu bem que queria ter escrito sobre alegria, amizade e carinho, mas acabei de indo pro lado da saudade.

Esperei demais de um dia só.

Coisa de gente que vive com os pés nas nuvens. Voando alto demais.

Esperei sim, ser chamada para um samba, ver aquele sorriso novamente, mas não uma semana depois.

E assim, fui finalmente aterrisando. (Já era tempo!)

 

Ando feliz comigo mesma.

Ando sem paciência pra muita gente.

Ando animada com os amigos novos.

Ando decepcionada com outros.

Ando precisando confessar.

Ando com um pouco mais de fé.

Ando escutando críticas por todos os lados.

Ando tentando aceita-las.

Ando lendo e cantando.

 

 

 



Escrito por Olga às 15h50
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Do tempo que passou.

 

 

 

 

Tempo a gente nunca tem. Ele vem e, consequentemente, vai na mesma velocidade com que chegou. Voa e só.

Não venha me dizer que o tempo faz a gente esquecer, pois as lembranças sempre estiveram por aqui. Que basta querer, por que não sei se quero.

Não venha me dizer que o tempo cura tudo. Não cura.

O máximo que o tempo pode fazer é correr.

A vida muda. Nós mudamos, mas o tempo sempre será o mesmo. Corriqueiro, voado.

E desse tempo se faz um ano.

Um ano desde o primeiro açaí, o primeiro sorriso, o primeiro sim.

Um ano desde a primeira mensagem, do primeiro programa de índio, das primeiras cócegas e conversas.

Gostaria que você estivesse por aqui. Gostaria de ouvir a sua voz. A mesma voz que cantarolava Alceu Valença, Nando Reis e Zeca Baleiro.

Gostaria de ver o seu sorriso de perto em dias de sol, de sentir seu abraço apertado em dias de chuva. Escutar sua risada, suas palavras, sentir suas mãos bagunçando meu cabelo. Sentir seus gestos. Gostaria que você lesse minhas palavras, que saem sem tristeza, com um pouco de açúcar e muita saudade. Saudade essa que o tempo me trouxe.

Será que não merecemos uma segunda chance? Seria possível tentar de novo?

É certo, que se for pr’eu pensar em alguém, vai ser por você que vou abrir meu sorriso e fechar meus olhos. É certo também que eu já tentei olhar em volta e não me deparei com ninguém com esse seu jeito, com a sua maneira.

Talvez porque eu nem queira tanto assim encontrar outro alguém. Talvez porque mesmo com o tempo correndo, eu continuo aqui pensando.

Continuo torcendo pelas quartas-feiras e junto delas quem sabe, poder te ver de longe no fim do dia.

Continuo simplesmente aqui.

Esperando o inesperado.

Sonhando com o que ficou de bom no passado.

E o tempo? Ele continua correndo.

 

 



Escrito por Olga às 18h02
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Sem mais.

Decidi que enquanto não melhorar esse humor não vou escrever por aqui.

O meu objetivo de colocar mais açúcar nesse café anda esquecido, e com isso o coitado só vai ficando amargo e forte. Não quero espantar meus poucos leitores e nem ficar com a mesma ladainha de sempre.

Disse que esse ano não reclamaria tanto, que teria paciência. Mas ando tão desmotivada.

Tão sem graça com a vida, que não vejo o porquê escrever sobre algo que eu julgava ser bacana. Ainda há muito pra aprender, pra viver e decidi que reclamar por aqui eu não vou. Não mais.

Cansei, de pouco e de tudo.

Mas como tudo na vida vai passar...

 

"Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria (...)

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha" Nando Reis




Escrito por Olga às 22h13
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All you need :)

Ainda não vi o filme, mas como ando numa fase "anos-60-e-70-é-bão-demais-da-conta" o You Tube acabou me mostrando uma cena linda. E Claro, mesmo sem tempo (sempre quis falar isso) não sossego enquanto não ver o filme.

Sou apaixonada com essa música, pelo sentido e tudo mais. Aquela coisa de amor como um todo me encanta, minha gente:

 

Uma ótima páscoa para todos. ;)



Escrito por Olga às 13h09
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Desencontro, infância e muito blush

Sabe quando a gente não sabe o que fazer?

Quando tem muita coisa pra concluir e não sai do lugar?

Tava tão feliz por esses dias. Levei um barril (balde? É pequeno!) de água fria.

Tô perdida. Perdida, não é bem a palavra. Só estou digamos assim, desencontrada.

 

 

_ A pessoa mais feliz do mundo é aquele moleque, olha pra ele. Fez a mãe comprar a mochila maior e mais cara da loja pra não levar nada e nem tem o trabalho de carregar. Olha só. Repara. Bermudinha com a blusa por dentro, tênis combinando com o meia...ele só pode ser o cara mais feliz do mundo.

Esses foram os comentários do meu mais novo companheiro de observações.

Acho que nós dois sentimos mesmo falta da infância. Porque crescer é muito chato.

Porque essa coisa de se preocupar demais, me preocupa demais! [é que minha infância já faz muito tempo, sabe?!]

 

Um dia desses estava eu no banheirosuperapertado do meu local de estudos, quando me apareceram as filhas da Filomena:

 

_Olha o meu cabelo, ow! Tá uma droga! Tá péssimo. Tudo isso pq eu peguei aquela maldita chuva. – Quando olhei pra conferir o cabelo, vi aqueles fios sedosos, estilo japa.

_Você tem escova aí?! – olhando pra mim.

_ Escova?! Ah, eu só penteio o cabelo quando eu lavo. E no momento escova aqui, só a de dente.- pensei _ Não, esqueci a minha- respondi.

 

Foi quando a outra Filomena se pronunciou:

_Ah, amiga desiste. Não tem jeito, não. – Pegou o blush e eu jurei que ela ia acabar com aquele pó rosa naquele momento. Nunca vi tanto blush pra uma bochecha. E continuou:

_Olha a minha cara, eu vomitei nela! Vou sair daqui.

 

Eu que vou sair daqui, antes de ficar (mais) doida com tanto comentário importante.

 

Fico encabulada como as pessoas são exageradas com a tal beleza.

Sei que algumas delas simplesmente amam maquiagem... mas sinceramente, até que ponto isso tem de fato importância?

Nunca fui muito ligada nessas coisas. E acho que só agora tenho me comportado que nem ‘mocinha’, só agora tenho vontade de passar um batom mais extravagante e até arriscar um salto (a parte do salto é mentira! rs).

Se você não sabe viver sem maquiagem e ama cada pó do seu blush, por favor, analise se o lugar onde você vai cabe uma produção estilo Gisele Bundchen, escolha um que dê certo com seu tom de pele e APRENDA a passar.

Até eu que sou desenformada sei que não é fazendo bolinha de festa junina no rosto que você vai ficar mais bonita.

 

E sabe o que eu quero mesmo?

Que o tempo passe. Já que não posso voltar no tempo, só me resta encontrar logo a mim mesma e parar com essa frescura.

E nada de blush!

 

 

 

 



Escrito por Olga às 12h15
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Tudo em um só

 

 

Estou vivendo (quase) uma vida de gente grande e na primeira semana pensei que iria explodir de alegria.

Depois da entrevista atrapalhada que me rendeu dois calos no pé porque eu deveria parecer uma moça arrumada, aqui estou eu nessa sala amarela repleta de girassóis artificiais. Tinha que ser, né?! Girassóis, os meus preferidos! Mas de plástico não tem muita graça...

 

Descobri por esses dias que o melhor lugar do mundo é a minha casa, minha varanda, meu velho cantinho. Que a melhor hora do dia é ‘a noite’, quando tenho que andar pra pegar o ônibus e sinto o vento bater no rosto, quando olho pra lua e pro parque municipal que deveria ser o ‘quintal da minha casa’.

Descobri que ter que ir trabalhar depois do almoço não é humano, pois sono a gente não controla e que ter prova de hardware no outro dia é tortura.

 

Ando feliz. Feliz com as coisas mais bobas do mundo, aquelas que só fazem sentido pra mim. Que por mais que eu explique, sou a única quem vai conseguir entender. As coisas simples são realmente as mais valiosas.

As palavras sinceras dele, a música dos Beatles, aqueles olhares engraçados e aquelas mãos que só fazem sentido ali.

Seria demais pedir pra juntar tudo em um só?

Ah Olga, claro que seria...

 

"Obladi, oblada
Life goes on, bra
La la how the life goes on..."

 



Escrito por Olga às 22h42
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O que mudar?

 

Segunda-feira quando finalmente consegui chegar em casa depois do temporal, tirar os sapatos e me jogar no sofá percebi a reportagem que o JN anunciava: O Brasil é o primeiro país do mundo”- gente, o que é isso?! Nós os primeiros? Abismado - a realizar uma consulta popular para escolher os temas de um relatório importante das Nações Unidas. (...)” Uma pesquisa sobre o que precisa mudar no Brasil para a sua vida melhorar de verdade.

Taí uma coisa difícil de responder.

Sinceramente nem sei por onde começar, porque pra mudar minha vida de verdade, tem que mudar a vida de muitos outros também. A não ser que eu ganhe na loteria, o que não seria nada mal. rs

Esse nosso país tropical, abençoado por Deus precisa de tanta coisa, que essa pesquisa-reclamação provavelmente terá diversas respostas. Das mais sérias até as mais absurdas.

Tanta gente passa fome, alguns perdem tudo com as chuvas, outros não têm acesso à educação, que fico até sem graça de dizer que gostaria de pegar um ônibus vazio.

Num país onde até estilista vira deputado - que Deus o tenha!- fica realmente difícil de esperar algo que seja realmente honesto e transparente do governo e até mesmo do povo. E isso infelizmente nenhuma pesquisa consegue mudar.

Fácil é ser o primeiro país a colocar uma pesquisa dessas no ar. Difícil mesmo é saber o que fazer com os resultados dela.

 

 



Escrito por Olga às 22h38
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Sai de mim!

Esse meu romantismo ainda me mata. E essa carência vai ajudar no processo.

Calma, não vim aqui pra reclamar da vida. Não muito.

Pode não parecer, mas estou tentando colocar um pouco de açúcar nesse café. Vim rir um pouco de mim mesma, dessa mania de ver corações por toda parte.

 

_ O meu problema Marcelo, é que eu me apaixono muito rápido. Não sei o que eu arrumo.

_Ah, Olga, você tinha que aproveitar essa vida. Larga de ser boba.

_Ah, aproveitar como?! [cara de: Seja claro, seu idiota! Amigo é pra isso]

_O problema é que você é ‘quietinha demais’. [Risada escandalosa]

 

E parece que vou continuar sendo. É de rir mesmo, de rolar de rir.

Minha vida amorosa tem sido uma constante piada, desde sempre.

Lembro-me muito bem do Gutinho, amor em comum de todas as garotas da mesma idade. Brincávamos juntos, e foi aí que os primeiros sintomas de romantismo agudo apareceram:

_Nós vamos casar e eu serei seu eterno amor.

Era o que eu escutava. Mas na verdade, meu querido Gutinho dizia:

_Ok, a gente brinca de casinha. Vou ser o pai, mas depois vamos brincar de polícia e ladrão.

 

Essa mania de ver coisa onde não tem me persegue.

O meu grande-amor-pra-vida-toda-da-última-semana sempre aparece. E aparece do jeito que eu espero. Aquela mania de mostrar que estou gostando de cada palavrinha mentirosa que ele diz também me persegue. E eu tento fazer com que dê certo, com que a coisa vá pra frente. Mas me atrapalho, empolgo, sonho e quando acordo... acordo com dor de cabeça.

Outra coisa que não me larga é a tal da sinceridade. Vou lá e falo tudo que está aqui dentro. Falo demais.

 

_Você é fofa demais, me encanta esse seu jeito. Além de tudo tem bom gosto, cada palavra que você escolhe...

Bom gosto? Onde?! Pra ter escolhido você? Eu tenho é o dedo podre.

E não me chame de FOFA! Nervoso

 

Agora me aparece você com essas pequenas intenções, dizendo que tem um pouco de medo. Pegando na minha mão - quem foi o idiota que te contou que gosto desses pequenos gestos?! Não faz isso não, meu filho! Se por acaso, em um surto você beijar minha testa, não respondo por mim! – me deixando mais confusa e atrapalhada.

 

E me aparece o outro também. Daqui a pouco até o violão ele vai pegar e dizer que fez uma música pra mim.

 

E minha cabeça começa dar voltas, a imaginar coisas. A sonhar com algo que talvez nem vá pra frente da maneira que eu desejo. Porque o que eles querem é bem diferente do que eu quero. E é só questão de ver a realidade. De tentar parar com esse romantismo, essa mania de sonhar demais; de tentar fazer dar certo; mania de achar o que ele disse lindo.

_Como assim, amiga?! Ele só falou árvore.

_Mesmo assim, foi lindo!  [suspiros prolongados]

 

 

 



Escrito por Olga às 00h15
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Do que eu preciso

Estar feliz e não ter que explicar a todos o porquê de tanta felicidade. Poder sorrir sozinha e chorar descontroladamente quando tiver vontade.

Poder sair sem ter que dar explicações e nada de chegar na hora marcada.

Comprar a coisa mais boba do mundo. Não comprar.

Ter liberdade de escolha.

 

Liberdade, só isso. Não acho que é pedir muito.

 

 

Preciso de liberdade, mesmo sendo ela ainda pequena demais para o meu desejo.

Preciso ver a lua e sorrir de volta. Preciso ver o céu, pegar estrelas e alcançar a imensidão.

Poder viver com esse meu jeito descontrolado, com esse mesmo jeito atrapalhado, com esse jeito tão meu.

É só. Só o que te peço.

Deixe-me ser, deixe-me buscar as minhas verdades, ver das minhas cores, conhecer o mundo e realizar os meus pequenos sonhos. Deixe-me descobrir se quero voltar, ou se quero continuar.



Escrito por Olga às 14h50
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Carnaval

 

 

É, o carnaval está aí, e mais uma vez viro as costas para ele.

Não moro no Rio de Janeiro, nem em São Paulo. Habito a cidade do Pão de Queijo e mesmo tendo Ouro Preto, Diamantina e todas aquelas cidades históricas pertinho não tenho saco nem ‘vocação para suruba’, como brinca uma amiga minha.

 

Algumas escolas de samba já se apresentaram, a Ana Maria Braga já apareceu de shortinho na TV e a Claudia Leitte mostrou a todos que mesmo com o carnaval, pulando e cantando, alimenta direitinho seu bebê.

 

Não vou negar que o Carnaval brasileiro é lindo e o todo mundo pára por causa dele, que muita gente sai de não sei onde só pra passar alguns dias em terras tupiniquins. Não vou negar que samba é uma coisa maravilhosa e vemos por toda parte a criatividade e a paixão do povo. Que feriado é a melhor coisa do mundo e eu precisava desse de qualquer jeito. Mas não vou negar também que já estou de saco cheio de todo ano ver a mesma coisa. Que prefiro meus livros a toda essa muvuca.

Quem sabe ano que vem?! Ou será que ainda dá tempo de voar até Salvador e ver a Ivetão cantando com aquelas pernocas de fora?

Melhor deixar pra 2010. hahaha

 

Beijos em todos e um ótimo carnaval! Desculpem o humor... :)



Escrito por Olga às 12h44
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