Amigos a gente escolhe, com ‘A grande família’ a gente convive.

Fiquei sabendo que no auge dos meu sete anos soltei a frase: Família a gente não pode escolher, mas nossos amigos sim, né mãe?! Ainda bem, que sim. Considero meus poucos amigos como uma segunda família. Com eles sei que posso ser de tudo um pouco. Sei que cada um deles tem um papel importante, que em algum momento sempre estão por perto, para oferecerem um ombro, as duas mãos, e até os dedos do pé. Minha mãe e meu pai são tudo para mim. E mesmo com nossas diferenças, não me largo deles, são eles minha primeira família, meu porto seguro, meu lugar. Mas família não é feita só de pai e mãe. Tem sempre avô, avó, tio, tia, primo, prima, papagaio, pardal, periquito, tartaruga e minhoca. E junto deles, são mil problemas e risos. Dessa vez optei por rir, porque meu amigo é cada figura! Tem aquele primo chato, que não me deixa chegar perto da minha avó, e sabe como ninguém me matar de ciúmes. Tem sempre aquele que reclama por tudo, e todos. E o que ele faz? Fica ali sentadinho esperando cair do céu. Tem aquela endividada que incrivelmente gasta tudo e mais um pouco pra comprar o celular vermelho e brilhante da vitrine. Sem falar na gracinha que é adevogado e se acha no direito de decidir a vida de todo mundo, de mandar prender, soltar, analisar pagamentos a serem feitos. VIVA A JUSTIÇA! Morro de rir da tia solteirona que bateu na filha, que anda piriguete demais da conta, e a sobrinha que entrou em defesa da menina e também apanhou. O pequeno detalhe é que a tia solteirona tem uns 60 anos e a sobrinha em defesa só uns 40. Imagina a cena... Lembro-me quando eu tinha os famosos sete anos, achava a minha família a coisa mais gostosa do mundo. Eu olhava pra ela e via toda a graça. Os tios sempre unidos, os primos correndo pela casa, a vovó descabelada, e todos aquelas mulheres na cozinha, tomando vinho, cozinhando e rindo. Sinto falta da peça principal, que nos deixou há alguns anos. Parecia que ela sim, conseguia colocar ordem na casa. Tempos que não voltam mais. Não sei se minha inocência ajudou no processo, mas pra mim minha família não tinha defeitos. Talvez os problemas e os doidos sempre estivessem lá, mas é certo que eu não os via. Gostaria era de entender de onde tirei aquela frase, se naquela época era tudo tão lindo. Previsão? Haha Graças Deus tenho meus pais, uma família doida, amigos maravilhosos, e alguns anjos também. Mesmo com A grande família sou abençoada. E se não podemos escolher, vamos rir. Rir da minha família, dos meus, dos seus e dos nossos. De grande família todo mundo tem um pouco.  
Escrito por Olga às 17h21
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